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Além da superfície de imagens fofas e curtidas, a internet cultiva o ódio. http://netdequalidadedevida8.affiliatblogger.com/14717429/como-fazer-o-google-priorizar-teu-website , estimula um novo protagonista: o troll. É aquele usuário que provoca e enfurece algumas pessoas, com comentários injustos, ignorantes e, várias vezes, criminosos. O propósito do troll é produzir a ira dos outros internautas — e, se possível, receber qualquer dinheiro de modo acessível. Os trolls se alimentam da atenção que atraem e se valem de cada coisa para tal.


Quem sabe, desta forma, esta reportagem possa não ser uma interessante ideia, porém pelo evento de que temos que falar a respeito este novo Kevin. É um monstrinho digital à moda do protagonista da escritora americana Lionel Shriver. http://dicasparameuestilo47.snack.ws/oito-dicas-para-blogueiras.html , de Shriver, é aquela garota mimada que aprende que a violência é um procedimento aceitável e fácil para comprar o que quer. http://tecnicasboamedicina0.diowebhost.com/11433973/dez-truques-para-preservar-o-treino-em-dia o emula nas redes sociais e, principalmente, em fóruns privados de discussão. A web nasceu como pátria do livre corrimento de infos. Se você não sabe como enrolar o cabo do fone de ouvido para que caiba na caixinha original, uma pessoa pela web explica. Se quer localizar qual a explicação para tomar cloreto de magnésio, surgirá quem prometa equilíbrio e vigor a cada colherada. Se você disser, todavia, que está sofrendo com a depressão, haverá quem tentará incitá-lo a se matar.


Os psicólogos definem tal posicionamento como efeito de desinibição on-line, no qual fatores como anonimato, invisibilidade, solidão e ausência de autoridade eliminam os costumes que a população construiu milenarmente. A começar por telefones smartphones inteligentes, tal desinibição está se infiltrando no cotidiano de todos. No mundo digital, troll era inicialmente o jeito de pesca em que ladrões on-line usam iscas — uma foto fofa ou possibilidade de riqueza — pra encontrar vítimas.


A palavra se origina de um mito escandinavo que vive nas profundezas. Passou a simbolizar também os monstros que se escondem na escuridão da rede e ameaçam as pessoas. Os trolladores da web têm um tipo de manifesto, em que comprovam que agem pro “lulz”, a zoeira, numa tradução livre.



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O que os trolls realizam na procura do “lulz” vai de brincadeiras inteligentes — como os memes da tomada de três pinos — a assédio e ameaças violentas. Os trolls estão transformando as mídias sociais e painéis de comentários em um gigante recreio de adolescentes malcriados, repetindo epítetos raciais e misóginos, definiu uma reportagem recente da revista Time.


Uma procura que a publicação cita ilustrou que sete em cada dez jovens sofreram qualquer tipo de assédio através da web. Um terço das mulheres agora se falou perseguida on-line. Um estudo de 2014 publicado no periódico de psicologia Personality and Individual Differences constatou que 5% dos usuários da internet que se identificaram como trolladores obtiveram pontuação muito alta em traços obscuros de personalidade: narcisismo, psicopatia, maquiavelismo e, principalmente, sadismo.


E não pense que isso não ocorre em sua vizinhança. Ao responder o telefone, http://alimentacaoeciasite2.blog5.net/14876943/descubra-como-fazer-um-incr-vel-portf-lio de sistemas Ricardo Wagner Arouxa, de vinte e oito anos, achou que seu pai havia morrido. A caminho do trabalho, no bairro carioca da Tijuca, obteve a ligação desesperada de sua mãe. Naquele dia, 27 de dezembro de 2017, seu pai se recuperava de um cateterismo praticado após sofrer o terceiro infarto. Pensou no pior ao perceber a mãe aos prantos.


Ela demorou a recuperar-se para explicar o motivo da amargura: a Polícia Civil havia invadido a casa da família em Pilares para o cumprimento de um mandado de procura e apreensão. http://esportesdicas3.wikidot.com/ prestes a arrombar a porta da moradia no momento em que ela voltava do hospital, ainda sem o marido, que fora mantido internado. No momento em que Arouxa conseguiu aparecer em casa, a polícia neste momento havia recolhido seus computadores, smartphones e discos severos — até hoje não devolvidos. A causa da operação policial seria uma ameaça de bomba, possivelmente feita por Arouxa.


Os alvos seriam a Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro e o advogado Rodrigo Mondengo. Ambos haviam processado Arouxa. De desconhecido, Arouxa quase se tornou réu da acusação de terrorismo. Na verdade, ele sofria por ter se tornado um dos alvos da superior quadrilha de crimes de ódio da internet brasileira, que hoje se articula por intervenção de fórum de discussão que tenta se conservar desconhecido.


Chamado Dogolachan, o fórum foi elaborado por Marcelo Valle Silveira Mello — a primeira pessoa condenada por racismo pela internet no Brasil — e Emerson Eduardo Rodrigues. A Polícia Federal considera Mello e Rodrigues os grandes articuladores da maior rede de ódio que atua há pelo menos uma década no Brasil, usando ferramentas digitais. Eles chegaram a ser presos pela Operação Intolerância, em 2012, contudo se livraram em razão de havia, naquela altura, vácuo na legislação brasileira pra crimes cometidos pela web. Antes do Marco Civil da Internet (2014) e da Lei Antiterrorismo (2016), os ataques reiterados articulados pelo grupo só podiam ser enquadrados em crimes contra a honra ou injúria racial, tendo como exemplo. Integrantes do Dogolachan registraram o portal Rio de Nojeira, que publicava textos de cunho racista, machista e homofóbico, no nome de Ricardo Wagner Arouxa, utilizando seus dados pessoais. Quem chegava ao registro da página, feito propositalmente de modo pública, tinha acesso a dicas privadas do carioca, como teu telefone e endereço.


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